Seul, Coreia do Sul — A partir de setembro de 2026, responsáveis por cerca de 320 mil alunos do ensino fundamental em Seul passarão a receber gratuitamente alertas de chegada e saída da escola. O programa, conduzido pelo Escritório de Educação Metropolitana de Seul, será implementado em todas as 607 escolas públicas, nacionais e privadas de ensino fundamental da capital, eliminando a cobrança que antes recaía sobre as famílias e padronizando o acesso ao recurso de segurança.
Até agora, serviços semelhantes existiam em parte da rede, mas com adoção desigual e custo mensal por aluno — em geral entre 2.200 e 3.300 won — o que gerava diferenças de acesso conforme a escola e a condição econômica das famílias. Com a universalização e a gratuidade, a autoridade educacional pretende fortalecer a proteção no trajeto escolar dentro de uma lógica de bem-estar educacional, reduzindo assimetrias e ampliando o alcance do sistema.
O mecanismo opera com um dispositivo individual do aluno que se comunica com um repetidor instalado na escola. Sempre que a criança entra no perímetro de reconhecimento do equipamento ou sai dele, o sistema identifica automaticamente o registro e envia notificação por SMS ou aplicativo ao celular do responsável. Para famílias que não conseguem acompanhar presencialmente a rotina de ida e volta, a confirmação imediata do momento de chegada e de saída funciona como um apoio relevante ao monitoramento diário.
A política será financiada com recursos do subsídio especial de gestão de desastres e segurança do Ministério da Educação. Além das tarifas de uso do serviço, está previsto o suporte logístico, como a provisão de aparelhos de reserva para a operação. Segundo consulta pública realizada entre 29 de abril e 10 de maio de 2026 na plataforma “Gukmin Saenggakham”, da Comissão de Direitos Civis e Anticorrupção, 96,9% dos 4.802 participantes apoiaram a oferta integralmente gratuita. Entre os respondentes, 87,4% apontaram como principal benefício a possibilidade de confirmar de imediato a presença da criança na escola, contribuindo para prevenir incidentes.
A iniciativa integra a estratégia nacional de reforço da segurança no percurso escolar. Em novembro de 2025, um plano conjunto de Ministérios e agências — Administração e Segurança, Agência da Polícia Nacional, Educação e Saúde e Bem-Estar — estruturou medidas para reduzir pontos cegos, ampliar zonas de proteção infantil, instalar mais câmeras de vigilância (CCTV) e expandir centrais de monitoramento com inteligência artificial. A ampliação dos alertas de ida e volta foi incluída como um dos pilares desse conjunto de ações.
Embora complemente o cerco de proteção, o serviço não equivale a um rastreamento contínuo por GPS. Seu escopo limita-se a sinalizar entradas e saídas ao alcance do repetidor da escola. Portanto, não exibe a rota completa fora da unidade e não substitui outras frentes de prevenção, como a melhoria de infraestrutura no entorno escolar, a vigilância por vídeo e as atividades educativas voltadas à segurança infantil.
Na etapa de implementação, o Escritório de Educação de Seul está orientando as famílias por meio de comunicados escolares e definindo, conforme o ritmo de cada unidade, os procedimentos de novas adesões, a migração de usuários pagos para o modelo gratuito e a distribuição dos dispositivos aos estudantes. Após a largada, haverá acompanhamento em campo e coleta de feedback para aperfeiçoar a operação e mitigar eventuais transtornos, como esquecimento do aparelho pelo aluno, falhas de reconhecimento ou atrasos de notificação.
Ao apresentar o programa, o superintendente de educação de Seul, Jeong Geun-sik, destacou o compromisso da autoridade educacional em garantir que todos os responsáveis possam acompanhar a rotina de ida e volta dos filhos. Segundo ele, a universalização do serviço reforça a função pública da escola na proteção das crianças e se soma às demais medidas de segurança em curso na capital coreana.



