Mulher de 37 anos desaparecida há três meses após contato inicial, polícia investiga falhas no caso

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Uma mulher de 37 anos está desaparecida há mais de três meses na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, e a polícia investiga possíveis falhas na resposta inicial do caso. Jang Mi-ran saiu de casa no bairro de Hallim-eup, em Jeju-si, entre o final da tarde de 12 de maio de 2026 e a madrugada seguinte e, desde então, não há confirmação de seu paradeiro. A condução do primeiro registro policial — encerrado com a informação de que a vítima teria sido contatada e estaria segura — entrou na mira das autoridades após surgirem dúvidas sobre a veracidade desse relato.

De acordo com a família, Jang vivia em Jeju há cerca de dez anos e residia com o companheiro em Hallim-eup, área costeira de uma ilha turística ao sul do país. Na manhã do dia seguinte ao desaparecimento, o companheiro percebeu que ela havia deixado a residência sem deixar recado e comunicou os parentes. A família formalizou a primeira queixa de desaparecimento em meados de maio.

Os dados de identificação e as características físicas foram divulgados para ampliar as buscas: Jang tem cerca de 1,58 m de altura, pesa aproximadamente 44 kg, usa cabelos longos e lisos e, no dia em que saiu de casa, vestia um moletom preto com zíper, calça esportiva cáqui e chinelos brancos da Nike, além de uma pulseira de ouro. Parentes mencionam que ela costuma falar de forma mansa e carinhosa. Segundo a família, Jang teria deixado a residência apenas com o telefone celular.

O caso ganhou novo contorno em julho, quando os familiares voltaram a procurar a polícia diante da continuidade do sumiço e da ausência de contato direto com a desaparecida. Na reanálise do procedimento, surgiram dúvidas sobre o relato do policial que atendeu a ocorrência inicial em Jeju, identificado apenas como “A”, que afirmara ter falado com Jang para verificar sua segurança. Não foram localizados registros de ligação que confirmassem essa versão, o que levou à abertura de investigação por possível falsa comunicação de serviço e falha na resposta inicial. O policial “A” foi indiciado, sem prisão, por suspeita de prevaricação/abandono de dever e está afastado do cargo. Ele também é alvo de apuração separada por ter entrado, em 22 de julho, no banheiro feminino da delegacia onde trabalhava.

Paralelamente, a corporação montou uma equipe dedicada para o caso de desaparecimento. Até o momento, a análise de gastos com cartões, movimentações bancárias, registros de atendimento médico e uso do celular não identificou sinais claros de que Jang esteja vivendo normalmente. O último sinal do telefone foi captado nas proximidades do porto de Hallim, em Jeju-si. A investigação considera múltiplas hipóteses — de saída voluntária a eventual crime — e mantém o foco na localização da mulher.

No dia 19 de agosto, a Polícia de Jeju emitiu um alerta de desaparecimento por SMS para mobilizar a população. A família, por sua vez, publica fotos e descrições nas redes sociais e pede qualquer informação que possa ajudar — inclusive lembranças de eventuais avistamentos ou locais nos quais ela possa ter permanecido.

O episódio expõe a relevância da primeira resposta em casos de desaparecimento e a necessidade de controles internos que assegurem a precisão de relatos e a rastreabilidade de atos policiais. A revisão do procedimento inicial e a investigação sobre o suposto contato não verificado tornaram-se parte central da apuração, ao lado do trabalho operacional de buscas. Enquanto a equipe dedicada avança na checagem de rotas, registros e possíveis testemunhos, a colaboração do público segue como peça-chave para esclarecer o que ocorreu nas horas e dias após 12 de maio e, sobretudo, para encontrar Jang Mi-ran com vida.

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